Depois da conversão, a jornada do cliente continua com novas etapas e interações. Dúvidas de ativação, orientações sobre o produto ou serviço, suporte e acompanhamentos podem fazer parte desse período.

Agentes de IA também podem apoiar processos após a compra, de acordo com as informações, regras e limites definidos pela empresa.

Neste artigo, vamos explorar aplicações de agentes de IA no pós-venda e os cuidados necessários para integrar a automação ao relacionamento com o cliente.

1. Onde começa o pós-venda

O pós-venda pode envolver diferentes interações ao longo da jornada, como:

  • Confirmação da compra ou contratação.
  • Primeiros passos de uso do produto ou serviço.
  • Dúvidas que surgem durante a utilização.
  • Acompanhamentos previstos pela empresa.
  • Momentos relacionados à renovação ou possível recompra.

Agentes de IA podem apoiar interações recorrentes e previamente definidas dentro dessa jornada. A equipe continua participando dos momentos que exigem análise, relacionamento, negociação, tratamento de exceções ou tomada de decisão.

2. Onboarding

Após a compra, um agente pode apoiar etapas previstas no processo de onboarding, como:

  • Orientações iniciais sobre como começar a utilizar o produto ou serviço contratado.
  • Envio de links relevantes.
  • Compartilhamento de documentos ou materiais de apoio.
  • Apoio em dúvidas recorrentes desse momento inicial.

Para essa aplicação, é importante disponibilizar ao agente informações atualizadas sobre os primeiros passos, acessos, materiais e procedimentos previstos pela empresa.

Solicitações fora desse escopo ou situações que exigem uma análise específica podem ser encaminhadas para a equipe responsável.

3. Suporte recorrente

Após o onboarding, o agente pode apoiar o atendimento de dúvidas recorrentes com base nas informações disponibilizadas para essa etapa, como funcionalidades, processos e orientações relacionadas ao uso do produto ou serviço.

A empresa também precisa definir critérios para encaminhamento ao atendimento humano. Esses critérios podem considerar o tipo de solicitação, o assunto abordado, as informações disponíveis e situações que exigem análise individual.

Dessa forma, a participação do agente permanece dentro do escopo estabelecido para o suporte.

4. Acompanhamentos programados

A estratégia de pós-venda também pode prever contatos em momentos específicos da jornada, como:

  • Confirmação de recebimento de um produto ou serviço.
  • Orientações após a contratação.
  • Check-ins definidos pela empresa ao longo do relacionamento.

Quando os canais, recursos e integrações utilizados pela operação permitem esse tipo de interação, agentes de IA podem participar desses acompanhamentos conforme as regras configuradas.

A empresa deve definir a finalidade, o momento e o conteúdo dessas interações, além dos critérios para encaminhamento quando houver necessidade de participação humana.

5. Identificação de novas necessidades

Durante uma conversa de pós-venda, o cliente pode apresentar informações relacionadas a novas necessidades. Isso pode acontecer ao perguntar sobre um recurso adicional, demonstrar interesse em ampliar o uso atual ou mencionar uma situação relacionada a outro produto, serviço ou plano disponível.

O agente pode ser configurado para identificar essas informações a partir do conteúdo apresentado pelo próprio cliente e sinalizar uma possível oportunidade conforme os critérios definidos pela empresa. A avaliação da oportunidade e a decisão sobre a abordagem comercial permanecem sob responsabilidade da equipe.

6. Quando encaminhar para atendimento humano

Algumas situações podem exigir a participação de uma pessoa, de acordo com os critérios definidos pela empresa. Entre elas:

  • Reclamações.
  • Negociações.
  • Pedidos de cancelamento.
  • Exceções fora do escopo configurado.
  • Situações sensíveis que exigem análise, cuidado ou tomada de decisão humana.

Esses critérios devem fazer parte da configuração do processo para orientar quando a conversa precisa ser encaminhada para a equipe. A definição também pode variar conforme o tipo de operação, o nível de autonomia atribuído ao agente e as políticas internas da empresa.

7. Como preservar o contexto

O contexto das interações pode ser relevante para dar continuidade ao atendimento no pós-venda. Dependendo dos recursos e integrações utilizados, informações coletadas durante a conversa, histórico e outros registros podem servir como referência para etapas posteriores.

Quando essas informações estão disponíveis para a equipe responsável, elas podem ajudar a contextualizar o atendimento e reduzir a necessidade de solicitar novamente dados que o cliente já forneceu.

Por isso, ao estruturar o processo, vale definir quais informações precisam ser registradas, onde serão armazenadas e como poderão ser consultadas ao longo da jornada.

8. Indicadores para acompanhar

Alguns indicadores podem ajudar a acompanhar a participação do agente no pós-venda:

  • Volume de contatos recebidos nessa etapa da jornada.
  • Motivos de contato mais frequentes.
  • Quantidade de transferências para atendimento humano e situações em que elas acontecem.
  • Resolução das demandas dentro do escopo definido para o agente.
  • Tempo de resposta e de resolução.
  • Retornos do mesmo cliente sobre um mesmo assunto.

A análise desses indicadores, combinada à revisão das conversas, pode ajudar a identificar padrões e pontos da configuração que precisam ser avaliados.

Os parâmetros devem considerar a função definida para o agente e as características da operação.

9. Como configurar um agente de pós-venda no GPT Maker

No GPT Maker, um agente pode ser configurado para apoiar processos de pós-venda de acordo com as necessidades da operação.

A estruturação pode começar pela definição do objetivo do agente e das situações em que ele participará da jornada. Em seguida, a empresa pode organizar as informações necessárias para essa função, como orientações de onboarding, dúvidas recorrentes, procedimentos de suporte e outros conteúdos relacionados ao pós-venda.

Também é importante definir regras de atuação, limites e critérios para encaminhamento ao atendimento humano. Os canais e integrações utilizados devem ser escolhidos de acordo com os recursos disponíveis na plataforma e com a estrutura da empresa.

Após a implementação, o acompanhamento das conversas e dos indicadores definidos pela operação pode orientar revisões na base de conhecimento, nas regras e na configuração do agente.

Conclusão

Agentes de IA podem apoiar diferentes etapas do pós-venda, como onboarding, suporte recorrente, acompanhamentos previstos e identificação de novas necessidades apresentadas pelo cliente.

A participação do agente deve ser estruturada de acordo com os processos da empresa, as informações disponíveis e os limites definidos para sua atuação. A equipe continua responsável pelas situações que exigem análise, negociação, relacionamento, tratamento de exceções ou tomada de decisão.

Para empresas que já utilizam atendimento digital em outras etapas da jornada, o pós-venda também pode ser avaliado como uma oportunidade de aplicar automação em processos recorrentes e previamente definidos.

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